Queremos Paz: como reagimos aos conflitos mundiais e às inquietações internas?
- 4 de mai.
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Em pleno 2026, conflitos armados e guerras, provocados por inquietação política e religiosa, estão acontecendo ao redor do mundo. A falta de paz também reina ao nosso redor e até mesmo dentro de nós. Como reagimos?
Ucrânia, Sudão, Mianmar, Síria, Mali, República Democrática do Congo, Israel, Palestina, Irã, fronteira entre Paquistão e Afeganistão são algumas regiões de conflito hoje no mundo. De acordo com dados da ReliefWeb, mais de 51.000 pessoas já morreram em conflitos nesses países este ano. Tudo isso tem gerado crises humanitárias sem precedentes, com o deslocamento de cerca de 117 milhões de pessoas atualmente (segundo a ACNUR - Agência da ONU para Refugiados), sendo muitas delas mulheres, crianças e idosos.

Infelizmente não precisamos ir para o outro lado do mundo para experimentar tamanha violência e desgraça. Assaltos, assassinatos, feminicídios, crime organizado fazem parte dos noticiários do cotidiano do Brasil. Mais próximo de nós, muitas vezes nossos próprios lares, locais de trabalho e de estudo, também são lugares de desentendimento. Às vezes, o conflito está dentro de nós mesmos, na inquietação da nossa mente e do nosso coração. Em meio a tanto sofrimento, incerteza, dor e ansiedade pode ser difícil saber como reagir. Se ao menos a paz reinasse...
Busque a paz
Em Jeremias 29, o profeta enviou uma carta de Jerusalém aos líderes e todos os israelitas que estavam exilados na Babilônia. Entre diversas orientações, uma delas foi: “Trabalhem pela paz e pela prosperidade da cidade para a qual os deportei. Orem por ela ao Senhor, pois a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela” (v.7 NVT). Note-se a palavra “trabalhem” ou em outras traduções “busquem”. Jeremias dá ao povo essa responsabilidade para que vivam bem com todos, mesmo em meio às tribulações do exílio.
Precisamos reconhecer o nosso próprio compromisso pela paz, de buscá-la e construí-la. Pode ser que isso requeira conversas difíceis, nos calar quando queremos falar, pensar no outro primeiro, pedir desculpas para alguém ou para Deus, pelos momentos em que nos interpusemos no caminho da paz. E, por fim, pedir a Ele uma transformação interior para sermos pacificadores onde estamos (Mateus 5:9).
Ore pela paz
Às vezes, nos apegar à esperança da paz parece difícil. Em João 14:27, antes de partir deste mundo, Jesus promete aos Seus discípulos o conforto da Sua paz: "Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo”. Essa promessa de paz da qual Jesus fala é diferente. Não é superficial, nem um “cessar-fogo” passageiro.
Dada a nós através do Seu Espírito Santo, ela nos incentiva a confiar, trazendo-nos tanto tranquilidade de mente e espírito quanto através da sua busca ativa na nossa vida diária. Para isso, precisamos orar por essa paz que Cristo dá. Somos chamados a saturar nosso lar, nossa rua, nossos bairros, cidades, país e mundo com orações em favor da paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4:7).
E quando a paz não vem?
Na parábola da viúva persistente, contada por Jesus, em Lucas 18:1-8, uma viúva chega a um juiz continuamente, suplicando-lhe por justiça contra o seu adversário. Ao se recusar por algum tempo, o juiz finalmente se aborrece com ela e diz: “...vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar” (v. 5). Nos versículos 7-8 o Senhor declara: “Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele diz e noite?...ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?”.
No Seu tempo, no momento certo, Deus dará justiça “depressa” ou “rápido” (NVT). Quando menos esperamos, a justiça de Deus vem. A oração de anos é respondida; quando a fé já estava esmorecendo, quando a paz parecia impossível, Ele trará essa paz “depressa”. Ele trará a calma que a humanidade precisa, “depressa”. Ele será a nossa paz.
Ao esperarmos para a paz se manifestar, de tantas formas possíveis, essa verdadeira paz, que não é encontrada apenas no simples cessamento do conflito, mas em Jesus, continuemos a criar espaço em nossos corações para clamar por paz – uma paz que não é alcançada por violência ou ameaças, mas, sim, pela reconciliação com Deus e Sua criação, em amizade, amor e graça.
Oração pela paz
Deus de toda consolação, oro pelos lugares ao redor do mundo onde a guerra é uma realidade diária. Aproxime-Se de todos que choram a perda de entes queridos e fortaleça todos os que trabalham pela paz.
Jesus Cristo, Amigo e Companheiro, oro por todos que tiveram que fugir dos seus lares por causa de conflitos e que agora se encontram à deriva em uma terra desconhecida. Sonho com um mundo mais seguro e mais bondoso, onde toda pessoa deslocada encontre refúgio, e onde comunidades destruídas pela guerra voltem a florescer.
Espírito Santo, sopro de vida, lamento a forma como a guerra danifica esta bela Terra que criaste, devastando paisagens, destruindo ecossistemas e impedindo que as colheitas prosperem. Paira novamente sobre o caos: traz ordem e equilíbrio e gera nova vida em lugares áridos.
Pai, Filho e Espírito Santo, anseio pelo fim dos conflitos externos mas também internos, da minha mente e alma. Ensina-me a orar pela paz, a trabalhar pela paz e a viver em paz. Amém.
(Fonte: tsa.link/prayingforpeace)
Soldada Stéphanie Chagas-Bijl
Criadora de Conteúdo, Departamento de Relações Comunitárias
(Artigo publicado na edição de maio/junho da revista RUMO)




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