Agosto Lilás - Informar para Transformar
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O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, criada a partir da Lei Maria da Penha, que completa 20 anos e visa proteger as mulheres contra a violência doméstica e familiar, garantindo direitos e medidas de proteção.
Mais do que trazer informação, este mês é um convite para olharmos com mais sensibilidade para uma realidade que muitas vezes passa despercebida. A violência contra a mulher nem sempre é visível, mas, ela limita a liberdade, fere a dignidade e impacta profundamente o bem-estar de quem a vive.
Essa violência pode aparecer de diferentes formas. Pode ser:
Psicológica, quando há manipulação, humilhação ou ameaças.
Moral, por meio de ofensas e desvalorização.
Patrimonial, quando existe controle ou destruição de bens.
Além da violência física e sexual.

Nem sempre ela é reconhecida de imediato, porque costuma se construir aos poucos, de forma silenciosa, no controle e na repetição. Muitas vezes acontece dentro de casa, justamente no espaço que deveria ser de cuidado e proteção. Nesse cenário, muitas mulheres acabam permanecendo em silêncio, seja por medo, vergonha ou por não encontrarem apoio para pedir ajuda.
As consequências vão além do momento da violência. Elas atravessam a forma como a mulher se enxerga, se relaciona e se posiciona no mundo. É comum surgirem sentimentos de culpa, medo constante, insegurança, dificuldade de confiar e isolamento. Em muitos casos, há impactos importantes na saúde mental, como ansiedade, depressão e baixa autoestima, o que torna ainda mais difícil romper esse ciclo.
Olhar para essa realidade pode ser desconfortável, mas é necessário. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, milhões de mulheres no Brasil vivenciam algum tipo de violência todos os anos. Esses dados não são apenas números, são histórias, dores e pedidos de ajuda silenciosos, que diversas vezes acabam em perdas irreparáveis.
Diante dessa triste realidade, somos chamados a não permanecer indiferentes. Em Isaías 1:17, somos convidados a aprender a fazer o bem e buscar a justiça. A fé que vivemos nos chama a cuidar, proteger e nos posicionar com amor e responsabilidade.
Esse compromisso faz parte da identidade do Exército de Salvação desde o início. William Booth, um dos seus fundadores, declarou: “Enquanto mulheres chorarem, eu lutarei.” Essa afirmação continua sendo um chamado atual. A Tomada de Posição Internacional do Exército de Salvação sobre a Violência Doméstica reforça que toda forma de violência é contrária ao plano de Deus e, portanto, inaceitável, além de afirmar o compromisso de acolher, apoiar e caminhar ao lado de quem sofre.
Na prática, todos nós podemos fazer algo. Podemos ser um lugar seguro, oferecendo escuta sem julgamento, acolhimento e respeito, e encorajando à busca por ajuda. Se houver risco ou violência, a denúncia é um passo essencial de proteção. No Brasil, pode ser feita pelo telefone 180 ou em uma delegacia. Não basta reconhecer que a violência existe, é necessário se posicionar contra ela, de forma intencional, até que nenhuma mulher precise sofrer em silêncio. Enquanto ainda houver mulheres precisando de cuidado, que não falte quem esteja disposto a enxergar, acolher e permanecer.
Ingrid Martiniano
Psicóloga, Projeto FloreSer
CONSCIENTIZAÇÃO

No Centro Comunitário Integração da Torre em Recife/PE, as crianças e adolescentes participaram de atividades lúdicas e educativas relacionadas à Campanha Agosto Lilás, que ajudaram a trazer à tona essa pautra para os usuários, para que se fortaleçam nessa luta e identifiquem formas de agressões.
Elas também são vítimas das consequências dos diferentes tipos de violências contra as mulheres. Para suas famílias, também foram oferecidos encontros e palestras focando na saúde da mulher.
"Deus se preocupa profundamente com aqueles que sofrem abuso e exploração nas mão de outros (Salmo 9:8-9). Isso pode ser visto nas histórias de Agar (Gênesis 16), Tamar (2 Samuel 13) e Mardoqueu (Ester 5), e na maneira como Jesus tratou as pessoas, especialmente as mulheres (João 4:1-26, Mateus 9:18-30). Deus nunca se deleita com o abuso, e nenhuma interpretação fiel das Escrituras pode tolerar ou justificar qualquer foram de violência (Salmo 10:14-18)".
A cada pessoa vulnerável que encontrou Jesus foi oferecido um espaço seguro, respeito e compaixão (Marcos 14:6-9). Os seguidores de Jesus são chamados a cuidar daqueles que são afetados pela violência, a procurar trazer cura para aqueles que sofrem essa violência (Isaías 1:17), a falar contra a violência e interromper as injustiças e os danos causados por ela (Provérbios 31:8-9; Isaías 1:17; Jeremias 22:3).




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